Arquivo da Categoria “computação”
Publicado por ademar e arquivado em computação, tags: code, computação, python
O mpp.py é um pequeno utilitário que criei pra manter em sync minha página de fotos (estática) com meus álbuns gerenciados localmente no Picasa.
A última versão (v1.1) foi lançada em julho de 2008, então resolvi que era hora de lançar uma atualização. Não há grandes mudanças na versão 1.2, apenas a evolução do script conforme bugs e necessidades foram surgindo ao longo desses últimos 2 anos.
Se você é um dos 2 ou 3 usuários do mpp.py, a atualização é fortemente recomendada. ;-)
Mais detalhes na página do projeto.
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Publicado por ademar e arquivado em computação, tags: computação, google, linux
Seguindo o hype e o movimento de mudança de vários amigos e da internerds, resolvi experimentar o Chrome como meu browser principal. Migrei as abas abertas, fechei o firefox e deixei apenas o novo navegador do google no meu desktop (na verdade utilizei o Chromium, versão opensource do Google Chrome, como disponibilizado para o Fedora Linux 12).
No início fiquei muito impressionado com a velocidade do Chrome e me senti de certo modo aliviado em deixar o Firefox. Repeti algumas vezes pra quem estava próximo: “o Firefox está com os dias contados, não tem a mínima chance”.
Mas depois de 15 dias, estou voltando pro Firefox 3.5. Os ganhos em velocidade do Chrome não foram suficientes pra compensar as inconveniências e a (falta das) boas extensões do concorrente. O navegador do Google ainda tem que amadurecer um pouco até se tornar o browser definitivo.
O que eu gostei no Chrome:
- Rápido, muito rápido. Da inicialização aos sites carregados de java-script, o Chrome dá de lavada no Firefox;
- A ideia de um processo por aba/extensão e o isolamento entre eles me agrada;
Existem outras características e mudanças que são boas, mas que não fizeram diferença considerável no uso do browser.
Os principais inconvenientes, em ordem de prioridade:
- Não suporta master-password;
Pra colar uma nova URL, é preciso clicar na barra de endereços (em outros browsers no Linux é só clicar com o botão do meio – colar – em uma área livre do browser); update: é só clicar com o botão do meio no botão de nova aba (thanks to Andreas)
- O Chrome usa $LC_CTYPE pra definir o idioma (o correto é usar $LC_MESSAGES ou $LANG);
- Force-reload não funciona como esperado;
- Compatibilidade com sites: foram poucos problemas, mas notavelmente mais do que com o Firefox. Alguns exemplos de sites que apresentaram um ou outro problema: gvt.com.br, mercadolivre.com.br, voeazul.com.br;
- Entre a omnibox do Chrome e a awesome bar do Firefox, eu prefiro esta última combinada com uma caixa de busca;
- Extensões, sempre elas: deixei esse item por último, mas talvez seja o que mais impactou minha produtividade. Pra mim as que fizeram mais falta foram: tabmixplus, echofon/twitterfox, delicious bookmarks, multiproxy switch, dns cache e web developper. Eu tentei substituí-las pelas alternativas do Chrome, mas estas ainda são muito fracas.
O que eu aprendi com essa experiência é que, contrário do que eu achava originalmente, trocar um browser não é tão simples como parece e o Chrome ainda tem muito chão pela frente até se tornar um browser maduro. Além disso também não vejo mais o Chrome como uma ameaça tão séria ao Firefox: levará pelo menos mais um ano até ele se tornar tão usável quanto e, até lá, quem sabe o Firefox 4.0 já esteja nas ruas incorporando suas principais características positivas.
De qualquer modo, é bom ver o aparecimento de uma nova “guerra dos browsers”. Tomara que dessa vez não haja um vencedor.
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Publicado por ademar e arquivado em computação, tags: computação, hdtv, linux, xorg
Acredito que seja útil pra mais gente: frequências e modelines para configurar a resolução nativa da TV LCD Philips 32PF5320 (HDTV 720p) no Xorg. A melhor coisa é fazer testes e experimentos com algumas dessas opções e modelines. Pode ser que na sua combinação de hardware e software as coisas funcionem de maneira diferente. Alguns dos meus testes foram feitos há mais de um ano, com um PC desktop, Nvidia 7600GS, Mandriva Linux 2008.0 (xserver-1.3), cabo DVI->HDMI. Outros testes foram feitos com um Notebook ThinkPad T61p (Nvidia Quadro FX 570M), Fedora 9 (xserver-1.4.99) e cabo VGA.
# Philips 32PF5320
HorizSync 29-80
VertRefresh 48-85
Option "UseEDID" "off" ## not sure if really necessary
# Native resolution. The first one was perfect,
# but YMMV, so you should run some tests
Modeline "1368x768" 104.73 1368 1516 1660 1788 768 797 800 801 +hsync +vsync
Modeline "1368x768" 104.73 1368 1400 1544 1784 768 769 772 801 +hsync +vsync
Modeline "1368x768" 104.73 1368 1396 1540 1784 768 769 772 801 +hsync +vsync
Utilizando o meu desktop via HDMI eu não consegui eliminar uma perda nas bordas da tela, então criei uma modeline de resolução 1200×680 e usei a opção Option "FlatPanelProperties" "Scaling = Centered" do driver nvidia:
# if you lose the borders, try a smaller resolution
# and center it on the screen
Modeline "1200x680" 74.25 1200 1390 1430 1650 680 725 730 750 +hsync +vsync
Eu criei essas modelines com o xvditune(1), mas por alguma razão tive que testá-las reiniciando o X, pois a função de teste ou apply do programa não estão funcionando no meu hardware. Novamente, YMMV. De qualquer modo, dá pra fazer ajustes reiniciando o X com as modelines geradas no xvidtune (finetunning no xvidtune, show, vim xorg.conf, reinicia o X, repeat).
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Publicado por ademar e arquivado em computação, tags: apple, computação, notebook
Depois de dois meses utilizando um MacBook Pro, finalmente voltei ao bom e velho hardware IBM PC. No início achei que, como tantos amigos e ex-colegas de trabalho hoje ex-linuxers, eu também seria mordido pelo bichinho da maçã: me impressionei com algumas firulas e depois de ler sites como o Portal Mac do Aurélio, achei que iria me adaptar facilmente. Mas eu não demorei pra concluir que realmente não combino com o OS-X e assim que tive a oportunidade troquei o macbook por um ThinkPad.
Confesso que durante esses dois meses o aplicativo mais utilizado foi o VirtualBox rodando Linux, mas fiz um esforço pra utilizar o desktop do OS-X e me adaptar às aplicações disponíveis (sem grandes hacks que descaracterizassem o sistema), como experiência.
Eu respeito quem optou pela mudança – e olha que não foram poucos – mas pra mim o OS-X está muito longe de ser um sistema que me agrade. Minhas principais reclamações:
- Mouse com um botão;
- Design fresco :-P;
- Um ecossistema não livre (inclusive menos “grátis” do que o MS-Windows);
- Ctrl+C e Ctrl+V;
- Um browser (Safari) que teima em voltar a ser definido como padrão, mesmo com o Firefox3 instalado (evil!);
- Sistema de janelas extremamente limitado (sem desktops virtuais, finder é muito simplificado, etc);
- O botão de maximizar tenta ser inteligente (e não é);
- Sistema de instalação/remoção de aplicativos brain-damaged (eu poderia escrever um post sobre isso, mas vou dar uma de troll mesmo);
- Bugs como em qualquer outro SO (e-mail client travava, máquina algumas vezes congelava em suspend quando o monitor externo era reconectado, etc)
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O mpp.py surgiu da necessidade que tenho de manter em sync minha página de fotos com meus álbuns gerenciados no Picasa (mais detalhes no post do primeiro anúncio público).
Hoje lancei a versão 1.1 do mpp.py. As grandes mudanças são a implementação de um cache do EXIF das imagens e muitas, mas muitas melhorias no código em geral.
Mais detalhes na página oficial:
download | documentation | examples
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Publicado por ademar e arquivado em africa, computação, pessoal, tags: angola, mandriva
Pra quem perguntou o que eu fui fazer em Angola (já estou no Brasil, mas volto pra lá no fim do ano), o projeto finalmente foi anunciado ao público:
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Publicado por ademar e arquivado em computação, tags: computação, livro
O livro Inside the Machine: An Illustrated Introduction to Microprocessors and Computer Architecture, de Jon Stokes (editor da Ars Technica), traz uma introdução de arquitetura de computadores – linguagem de máquina, pipelines, execução especulativa, processamento superescalar, caches, etc – e cobre em detalhes o funcionamento de vários processadores, começando pelo Intel Pentium e indo até o Intel Core 2 Duo.
O autor resolveu fazer um paralelo entre as famílias Intel e PowerPC, discutindo em detalhes processadores dessas duas linhas. Isso me desagradou um pouco, pois não tenho qualquer familiaridade com PowerPCs e, uma vez que a Apple resolveu adotar processadores da Intel, o uso dos PowerPCs tende a ficar restrito a alguns nichos.
O livro é relativamente pequeno (270 páginas), e deixou um “gostinho de quero mais”, pois ainda havia espaço pra discutir muitos assuntos. Em particular, senti falta de mais discussões sobre os processadores da AMD. Há apenas uma rápida explicação sobre o Athlon x86-64 no capítulo sobre computação de 64 bits, mas muito superficial se comparada ao espaço dedicado aos outros processadores.
Mas o livro no geral é muito bom. O autor usa uma linguagem clara e inclui várias ilustrações. Recomendo-o como livro introdutório a arquitetura de computadores e pra quem tem curiosidade sobre os detalhes de funcionamento dos processadores lançados na última década. É uma boa companhia pro livro Computer Organization and Design, a bíblia da arquitetura de computadores.
Espero que mais livros nessa linha sejam lançados. Um que cubra a evolução e funcionamento dos processadores gráficos (GPUs), por exemplo, será muito bem vindo.
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O trabalho começou pra valer na quinta-feira. Até então estava apenas correndo atrás de planejamento e pendências, mas agora já estou “botando a mão na massa”. Nessa fase do projeto, tenho trabalhado ministrando aulas de Linux. Uma turma pela manhã e outra à tarde, segunda a sexta-feira.
As turmas são heterogênias: há alguns poucos alunos que, quando questionados “o que era o Google”, escolheram a opção “Novo programa da Microsoft”, enquanto que outros já tem alguma formação acadêmica, incluindo um aluno com certificação Microsoft. No geral, são usuários de nível médio, que tiveram pouco contato com o Linux até agora.
A sala de aula é muito bem equipada. Os computadores são HPs e Dells novos, todos com LCDs de 17″. Temos acesso à Internet, no-breaks, datashow e uma impressora laser. Logo eu providencio uma foto pra postar por aqui. :-)
As primeiras aulas foram bastante agradáveis, com os alunos se esforçando e demonstrando bastante interesse nos assuntos apresentados. A sensação de estar ajudando na formação dos primeiros administradores de sistemas linux do país é muito boa e tem me motivado a fazer o meu melhor.
Espero que o ritmo se mantenha bom pelas próximas semanas e que o conteúdo seja bem absorvido. Como eles falam português, pretendo incentivá-los a acessar listas de discussão, páginas de sites e fóruns brasileiros. Nem todos tem acesso fácil à internet, mas espero que logo logo comecem a aparecer angolanos em nossas listas e fóruns. :-)
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