computação

CRT vs LCD: a conclusão

Ufa, a saga [1, 2, 3] chega ao seu final (espero!)

Terminando a história, a ouvidoria da americanas.com me contatou e disse que houve um mal entendido com o SAC. Segundo esta, o produto pode ser devolvido/trocado desde que a embalagem original não tenha sido danificada (e não desde que o produto não tenha sido aberto/testado). Resultado: o monitor LG Flatron T910B será devolvido. :)

E como solicitado no último post, estou disponibilizando fotos das comparações:

Minhas conclusões (espero que finais):

  • Eu sou muito exigente e chato; :)
  • O LCD Samsung 710N é bom, mas apresenta um grave problema de saturação de cores;
  • O CRT LG Flatron T910B, em minha opnião, deixa muito a desejar;
  • Indepentente da marca/modelo, é importante testar o monitor ao vivo pra conferir se ele realmente atende as exigências, que variam muito de uma pessoa pra outra;
  • Testar um monitor ao lado do outro deixa muito claro as limitações e problemas de cada um;

E agora, compro outro monitor? Bem, a princípio devo aguentar o Samsung 710N por mais algum tempo, e talvez compre um novo LCD (de melhor qualidade) no futuro.

LCD ou CRT: A revanche

A saga [1, 2] continua, e dessa vez temos a revanche do LCD…

Atualizando a história, depois de muito sofrer com a falta de fidelidade de cores do LCD, resolvi adquirir um monitor CRT de 19″ (LG Flatron T910B), algo que fiz via americanas.com.

O monitor chegou no último Sábado. É um monitor grande, pesado e feio, mas isso eu já esperava e estava mais do que disposto a aceitar em troca da fidelidade de cores. O que eu não esperava era encontrar (grandes) problemas com a qualidade da imagem. É importante citar que uso um monitor de 19″ no trabalho (um Dell, não tenho certeza do fabricante OEM) do qual não tenho reclamações. No LG T910B que recebi os dois grandes problemas são:

  1. Falta de foco: É realmente incrível a falta de qualidade no foco da imagem. É impossível ler texto no monitor sem ficar com a vista extremamente cansada, e fotos em geral sempre aparecem borradas.
  2. Borrões na tela: Esse problema é fácil de ser explicado com um exemplo: um bloco branco (mínimo 30-40px de largura) em um fundo preto gera um embaçamento/névoa na área ao redor da imagem branca. Esse problema incomoda muito, principalmente se for usado um papel de parede escuro ou emuladores de terminal com fundo preto.

Estou tentando convencer a Americanas.com a aceitar a devolução do monitor, mas estou tendo dificuldades porque a política de troca do site é que um produto só pode ser trocado se não foi retirado da embalagem original (como eu ia testar o monitor sem tirar da embalagem eu ainda não descobri). Até o final da semana devo ter o parecer oficial da Americanas.com.

Bem, resumindo a história, depois de tanto reclamar do meu LCD eu agora tenho muito o que reclamar do meu CRT… É uma pena que “não se fazem mais monitores como antigamente”. Definitivamente vou ter que prestar muita atenção na escolha do próximo monitor… Muito mais atenção do que eu imaginava ser necessário.

Algumas lições aprendidas (algumas parecem óbvias):

  1. Comprar via internet eletrônicos que você não testou pessoalmente é uma grande furada;
  2. LG Flatron não parece ser sinônimo de qualidade;
  3. No mundo de pobres mortais que não querem gastar mais de R$ 1.000,00 num monitor, não é a tecnologia (CRT ou LCD) que dita a qualidade da imagem, mas sim o modelo/fabricante.

Em tempo, se alguém estiver interessado em adquirir um monitor CRT de 19″ me avise, tenho um à venda. :)

LCD ou CRT?

Hoje no horário do almoço discuti com o Aurélio e outros aqui da Conectiva em Curitiba a questão CRT vs LCD no quesito saturação de cores (motivação: minha frustração com o LCD que comprei). O Aurélio, fã de LCDs, achou muito estranha a minha reclamação e não se convenceu, mas depois de alguns testes ficou muito claro pra mim e pra alguns outros que acompanharam que a saturação de cores é uma realidade, não exclusiva do meu modelo.

Não temos muitos LCDs aqui na Conectiva (e tão pouco CRTs de boa qualidade), mas testei dois monitores que encontrei (o iBook do Aurélio e uma máquina de testes já um pouco antiga) e pra mim os resultados foram idênticos ou até piores ao que reparei em casa: principalmente em fotos onde há gradientes e outras variações sutis de cores (como rostos humanos) aparecem manchas e borrões, não visíveis em monitores CRT.

Embora não esteja nos planos gastar dinheiro com um LCD high-end (AKA caro), assim que tiver a oportunidade quero fazer mais testes, só por curiosidade. Até agora a opção pra minha próxima compra continua sendo por um CRT.

Em tempo: sim, estou em Curitiba, onde devo permanecer até dia 11/set, quando volto pra Manaus. :)

Micro novo II

Continuando o post anterior sobre o meu novo brinquedo, tenho dois novos comentários a fazer:

  • Estou frustrado com o LCD
  • Som onboard nunca mais

Sobre o LCD:

Estou bastante frustrado com o monitor LCD Samsung 710N. Foi legal não pagar extra de bagagem na vinda pra Manaus e é bonito ter um LCD em cima da mesa, mas me sinto como se estivesse de volta à época das placas de vídeo que suportavam apenas 256 cores. O problema e a saturação das cores. O monitor é simplesmente incapaz de reproduzir todas as cores de fotos e vídeos onde hajam gradientes ou texturas complexas (como a pele humana, por exemplo). Infelizmente não consigo demonstrar isso através de uma foto da tela, mas não é difícil reparar no problema ao vivo. Uma vez que uso bastante o micro pra selecionar fotos e eventualmente assisto a um filme nele (já que não tenho outra opção aqui em Manaus), o problema me incomoda bastante.

Ok, numa dessas eu estou exigindo muito do modelo que comprei (o 710N é um modelo barato, gastei U$ 307,00 nele) mas todos os reviews me levavam a crer que eu estava fazendo uma boa compra. Enfim, lição aprendida: se você não quer gastar muito, mas faz questão de qualidade, nada como um bom e velho CRT.

Sobre o som:

Aqui em Manaus eu só tenho um fone de ouvido, e não precisou muito mais do que isso pra eu decidir de vez que a AC97 não é o suficiente pra mim. Além de todos os problemas que identifiquei em Curitiba (veja post anterior), não dá pra aceitar a diferença de volume entre os canais e sinto que o grave está com o volume demasiadamente alto.

Como sou da época em que placa de som vinha em kit multimídia e uma boa placa era uma SB32, não resisti e encomendei uma Creative Audigy2 ZS (aproveitei uma viagem que meus pais fizeram até o Paraguay), que devo ter em mãos na semana que vem. Estou ansioso pra testar coisas como EAX 4.0 HD e ter a possibilidade de configurar mais do que simplesmente o volume das caixas, mesmo que o suporte a tudo isso no Linux seja relativamente limitado. Vamos ver se a placa cumpre com o que promete.

Micro novo

Como prometido, segue a especificação e minhas impressões (incluindo frustrações) sobre o novo micro que comprei:

Especificações

  • Processador AMD Athlon64 3000+ (Socket 939)
  • Placa mãe ASUS A8N-SLI
  • 1GB RAM (2x 512 Kingstom, 400MHz, DDR)
  • Vídeo GeForce 6600GT (128MB)
  • HD SATA Seagate 250GB
  • Monitor LCD Samsung SyncMaster 710N (17″)
  • Mouse Logitech MX500
  • Gravador de DVD LG 4163B
  • Modem USB LG externo
  • Gabinete 6 baias, alumínio, preto, lateral em acrílico (marca desconhecida)

Impressões gerais

Antes de comprar a máquina eu, como bom nerd, já havia escolhido quase toda a especificação e conferido os detalhes de cada componente. A máquina é excelente, e com algumas alterações nos próximos anos, deve se manter como minha máquina principal por bastante tempo, assim como se manteve meu bravo PII-300, que por 7 anos me serviu tão bem. :-)

Processador, placa mãe e memória

Com uma placa mãe com chipset NForce4 e socket 939, daqui a alguns anos posso atualizar o processador pra um dual-core da AMD, o que garante uma sobrevida pro PC. Não fiz benchmarks, mas no geral não tenho do que reclamar… :-)

Placa de vídeo

Infelizmente nem tudo o que eu queria estava à disposição no Paraguay. Em particular, eu queria uma GF6600GT de 256MB, mas tive que me contentar com uma de 128MB. Uma GF6800GT de 256MB custaria o dobro do que paguei, então fiquei com a 6600GT mesmo, cujo relação custo benefício é ideal pra mim (veja comparação no Tom’s Hardware Guide).

Testei vários jogos (Doom3, Half-Life2) e em todos o resultado foi excelente (como era de se esperar). Testei também dual head e a saída de TV e fiquei bastante satisfeito.

Monitor LCD

A compra de um LCD foi, pra mim, uma compra de risco. Sou bastante exigente em termos de qualidade de imagem e geralmente sinto efeitos e distorções indesejáveis na tela e daí o medo do LCD, que é reconhecidamente inferior a um CRT em termos de fidalidade de cores, ângulo de visão e tempo de atualização da imagem (o que pode causar o tal “Ghost Effect”).

O monitor é longe de ser perfeito, mas apresenta uma boa relação entre preço, comodidade e qualidade. Eu noto um pouco de distorção nas cores e no brilho, o ângulo de visão é limitado e até agora não me acertei pra visualizar fotos de qualidade, mas posso conviver com isso por um tempo. Pelo menos nos jogos que rodei até agora, não pude perceber o tal “ghost effect”, mas me sinto mais confortável com o CRT do trabalho (Um Dell 19″ rodando a 1280×1024@85Hz).

O fator decisivo pra compra do LCD pra mim foi a praticidade, dado seu tamanho e peso. Modelos mais caros com certeza devem apresentar uma melhor qualidade, mas no futuro devo comprar um bom CRT pra usar como monitor principal (dual head), principalmente se não tiver que transportá-lo entre Curitiba e Manaus.

Frustrações

Basicamente são duas:

  • Modem: Comprei um modem externo USB acreditando que seria um modem “de verdade”, mas ele é na verdade um SoftModem (WinModem). Foi uma compra de risco, decidi comprá-lo quando já estava na loja do Paraguay. Felizmente há drivers pra Linux no site do fabricante, senão ele estaria à venda.
  • Som: O som on-board (AC97) é bastante limitado. Embora a placa tenha saída digital (S/PDIF) e suporte 7.1 canais, o software de gerenciamente é extremamente simples, e como não há suporte a codificação Dolby Digital ou DTS via hardware, não pude usar a saída digital para conectar o PC ao meu receiver, o que me frustrou bastante. Utilizando as saídas analógicas, notei grandes distorções de volume entre os canais e o canal do subwoofer tem seu volume extremamente baixo, o que me custou horas de ajustes manuais até conseguir um resultado minimanete aceitável. Enfim, pra quem tem um pouquinho de audiófilo no sangue, uma placa de som de verdade faz muita falta. Definitivamente uma Creative Audigy2 é minha próxima compra.

Custo

No total o brinquedo custou cerca de U$ 1.400,00 (uns R$ 3.700,00), mas isso buscando diretamente em Ciudad del Este no Paraguay. Eu ainda adicionei à máquina o que tinha em casa: dois HDs, gravador de CDs, teclado e fones de ouvido.