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Viagem à Africa do Sul: Dirigindo, tudo ao contrário

Confira o post inicial: Viagem à Àfrica do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Depois de nosso safari no Kruger Park, era hora de encarar a estrada por conta própria. No dia 20 de Dezembro alugamos um carro em Joanesburgo e partimos em direção à Cape Town (Cidade do Cabo), onde ele seria devolvido 13 dias depois. Estavamos preparados pra encarar uma viagem com um roteiro minimamente definido, passando por pequenas vilas do interior, ficando em pousadas/albergues (backpackers, como eles chamam por lá) e experimentando um pouco de tudo. Levavamos conosco, entre outras coisas, barraca, GPS (alugado junto como carro), caixa térmica e sacos de dormir.

Estrada do interior

Paisagem do interior, entre Joanesburgo e Durban

O mais interessante e razão principal pra esse post em particular, é o fato de na África do Sul utilizarem as regras de tráfego da mão esquerda (também conhecido como “mão inglesa“). É tudo ao contrário e gasta-se algum tempo pra se adaptar: no início é preciso estar muito atento pra fazer as curvas e trafegar em ruas de mão dupla, ligar a seta (acionei 18 vezes o limpador de para-brisas por acidente) e principalmente, repensar as noções de espaço e distância estando do lado contrário do carro.

Dentro do carro - tudo ao contrário

Dentro do carro - tudo ao contrário

Algo que nos chamou a atenção é a educação no trânsito: todos respeitam a faixa de pedestres, há limites razoáveis de velocidade e, pra nossa surpresa, eles realmente param nas placas de “stop” (pra eles isso é tão obrigatório/comum quanto ligar a seta ao fazer-se uma curva). O sistema todo funciona muito bem, pois os policiais não são corruptos, as multas são leves, os motoristas educados, há bastante fiscalização e as estradas e sinalização muito boas. Pena que nesse ponto é no Brasil que é tudo ao contrário.

Falando em multa, recebemos uma por trafegar a 79km/h em uma região metropolitana, onde a velocidade máxima era de 60km/h. Fomos pegos numa blitz da polícia e acompanhamos o policial até a delegacia, onde pagamos o equivalente a R$ 40,00 (na hora, “no caixa”, sem burocracia) e ouvimos um “drive safely, take it easy man”. :-)

Algumas outras curiosidades e dicas:

  • O limite de velocidade máxima nas high-ways é de 120km/h;
  • A polícia não é corrupta e as multas, no geral, leves;
  • Os pedágios são baratos e frequentes nas high-ways, mas por lei toda estrada pedagiada deve ser acompanhada de uma alternativa asfaltada e de mão dupla;
  • Eles ainda vendem gasolina com e sem chumbo;
  • Brasileiros precisam ter carteira de motorista internacional;
  • Os GPS da Tom-Tom são excelentes e funcionam muito bem por lá;
  • Ficamos muito satisfeitos com o serviço da Tempest Sixt (aluguel do carro);
  • O preço do aluguel de carros é parecido com os preços no Brasil: pagamos algo próximo de R$ 110,00/dia (Rd 320,00) por um Toyota Corolla 1.6 automático, km livre e devolução longe da origem;
  • Vale a pena encarar algumas estradas alternativas, que cortem o interior. Embora mais lentas, o visual e a diversidade compensam.

No total foram 3.473km rodados entre Johanesburgo e Cape Town. No mapa abaixo, os principais pontos de parada:

Nosso próximo destino: Durban, a cidade mais indiana fora da Índia.

Viagem à Africa do Sul: Safari no Kruger National Park

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Galeria de fotos: Está disponível um álbum completo das Fotos do Safari no Kruger Park.

O Kruger National Park é o maior parque nacional da África do Sul. Ele fica a cerca de 450km de Johanesburgo e tem 19.000km quadrados de área, se extendendo por 350km de norte a sul e 60km de leste a oeste. Como todos os parques nacionais da África do Sul, o Kruger conta com uma excelente infra-estrutura de apoio ao turista. Os 21 pequenos campos de descanso (isolados por grandes cercas elétricas) incluem banheiros com água aquecida – inclusive nas torneiras -, área de camping, chalés, mercearia/lojinha, restaurantes, cozinhas e lavanderias compartilhadas.

Fazendo uma reserva com bastante antecedência, é possível ir por conta própria e ficar nas áreas de camping ou nos chalés do próprio parque – usando o próprio carro pros safaris. Chegando em cima da hora e em alta temporada, acabamos optando por um pacote de uma empresa especializada. E não nos decepcionamos: nosso safari foi organizado pela empresa Siyabona Africa Travel, que prestou um excelente serviço.

Land Rover usado no Safari

Land Rover usado no Safari

É difícil descrever a experiência de um safari… O processo em si é muito simples: você entra em um carro (no caso, um Land Rover, aberto) e fica rodando por pequenas estradas na savana africana. A graça é procurar pelos animais em seu habitat natural e original, com mínima influência humana. É raro presenciar “cenas de National Geographic”, e dá um pouco de trabalho encontrar grandes animais, mas a experiência de finalmente ver “Os Cinco Grandes” (The Big Five: leões, rinocerontes, elefantes, leopardos e búfalos) ao vivo é única e inesquecível.

Leões à beira da estrada

Leões à beira da estrada

Além dos cinco principais animais, vimos também hienas, zebras, girafas, gnus, hipopótamos, javalis, babuínos, dezenas de espécies de antílopes, crocodilos e muitos outros (eu tinha uma lista completa, mas infelizmente na última mudança perdi a agenda com as anotações).

Hiena amamentando seu filhote

Hiena amamentando seu filhote

Algumas curiosidades:

  • O clima é frio! Sim, a savana é seca e gelada no inverno, e relativamente fria e chuvosa no verão;
  • Os leopardos são ariscos e geralmente se escondem dos carros. A maioria dos outros animais não se incomoda e continua sua rotina como se ninguém estivesse lá;
  • O rinoceronte branco (White Rhino) não tem nada de branco; :-)
  • O primeiro animal visto geralmente é um antílope e a reação imediata é pedir que o carro pare para fotografias. Mas comida de leão é o que não falta no parque, então depois de alguns minutos os “veadinhos” tornam-se parte da paisagem;
  • Há muitos esquilos e macacos nas áreas de camping. Os esquilos são divertidos e os macacos são travessos;
  • É extremamente proibido alimentar qualquer animal. Isso os incentiva a criar dependência do homem e pode torná-los agressivos, o que acaba causando seu sacrifício em prol do bem estar do parque;
Girafas e Zebras próximas a um lago

Girafas e Zebras próximas a um lago

Nossa rotina nos quatro dias era a seguinte:

  • Acordar muito cedo, antes do nascer do sol. 15min pra chá com bolachas na área do acampamento;
  • Primeiro safari do dia, das 05:00hs até as 09:00hs;
  • Café da manhã reforçadíssimo, cardápio variado e completo (omeletes, sanduiches, salsichas e outras carnes, cereais, iogurtes, bata frita ou assada, etc), apresentado pela chef de cozinha;
  • Horário livre e leve almoço (sanduiches e bebidas) por volta de 12:00hs;
  • Segundo safari do dia, das 14:00hs até as 18:00hs;
  • Jantar caprichado, à luz de velas na área do acampamento à beira da fogueira, incluindo refrigerantes, sucos e vinhos;
  • Safari noturno opcional, (participamos de um deles, é preciso fazer reservas com antecedência);
Jantar no acampamento

Jantar no acampamento

Confira o álbum completo com todas as fotos do safari.

Viagem à Africa do Sul: Chegada e Impressões Gerais

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Bandeira África do Sul

No domingo, 16 de Dezembro de 2007, chegamos ao Aeroporto de Joanesburgo, África do Sul. Já havíamos passado por ali em conexão rumo à Angola, mas agora era hora de desembarcar e encarar a cidade e o país pra valer.

Nossa passagem de volta estava marcada para o dia 04 de Janeiro e por estarmos no pico da alta temporada, nossa agenda estava quase toda definida com reservas em pousadas, parques e passeios.

Assim que chegamos fomos recepicionados por nossa recém conhecida amiga e couchsurfer Antoinete. Extremamente receptiva e prestativa, ela foi até o aeroporto nos esperar. Fizemos um rápido tour pela cidade no caminho pra sua casa onde um quarto estava arrumado nos esperando.

Embora a maioria das pessoas associe África à pobreza e à vida selvagem (como vistos na TV), a África do Sul destaca-se pelo seu nível de desenvolvimento. O país conta com uma ótima infra-estrutura turística e uma organização que lembra alguns países da Europa. E mesmo após tantos anos sob o regime do Apartheid (que findou em 1990), há poucos sinais de preconceito ou discriminação. Como era de se esperar há várias regiões pobres com problemas de desigualdade social, mas presenciamos um convívio muito pacífico entre as diferentes etnias.

Aos longos dos próximos posts detalharemos mais aspectos do país, mas por enquanto é suficiente dizer que ficamos muito surpresos (positivamente) com tudo o que vimos.

Algumas curiosidades sobre o país:

  • O principal idioma é o Inglês, seguido do Afrikaans e outras 11 línguas oficiais;
  • As pessoas são muito simpáticas e receptivas, principalmente nas pequenas cidades, vilas e áreas populares. Quando nos identificávamos como brasileiros, isso ficava ainda mais expressivo;
  • Há uma grande diversidade cultural nas diferentes regiões do país. A maioria das vilas mantém algumas de suas tradições, vestimentas e línguas originais;
  • 80% da população são negros, 9% brancos e 11% mestiços/asiáticos (simplificadamente);
  • A variedade geográfica é muito grande: em uma área pouco menor que a do estado do Pará, o país tem lindas praias, serras montanhosas, desertos, áreas florestais e algumas regiões onde há neve no inverno;
  • Os africanos adoram cores… e gostam de pintar os telhados de suas casas de cores variadas.

Localização da África do Sul

Localização da África do Sul no continente Africano


Joanesburgo em particular é uma cidade mais industrial do que turística. Sendo a maior cidade da África do Sul e vizinha da capital Pretória, as principais atrações são históricas (residência original de Nelson Mandela, Soweto, prédios governamentais, etc). Infelizmente não conseguimos encaixar uma permanência mais longa em nossa agenda, então Joanesburgo ficou em nossa memória apenas como a porta de entrada e saída da África do Sul.

Já na segunda-feira dia 17 partimos para 4 dias de safari no Kruger National Park, mas isso é assunto para o próximo post…

Fotos de Luanda – Angola

Confira o post inicial: Viagem à Angola e África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

Antes de publicar os relatos da viagem à África do Sul, resolvi publicar as fotos de Luanda – Angola. A maioria delas foi tirada de dentro do carro, sem muito tempo pra caprichar na composição ou exposição, mas deu pra registrar alguma coisa.

Eu já postei algo sobre fotografia em angola anteriormente, mas agora publiquei o álbum completo: Fotos de Luanda – Angola.

Últimos dias em Angola II: Ninguém…. Ninguém…

Confira o post inicial: Viagem à Angola e África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

De todos os dias que passamos em Angola, um deles foi especial pois foi o dia em que conferimos de perto como é viver na periferia de Luanda. Foi uma grande experiência, que tentamos relatar abaixo (post escrito em conjunto com minha esposa Viviane).

Na quinta-feira 13 de dezembro de 2007, fomos visitar duas simpáticas madres da Pastoral da Criança (Missionárias de Santa Terezinha): a Irmã Socorro e a Irmã Graça, que trabalham no bairro Palanca. Nosso interesse era conhecer um pouco do trabalho delas, da realidade da periferia, visitar algumas creches e, quem sabe, ajudar de algum modo.

Chegar até a casa das madres não foi fácil. Palanca é um bairro muito pobre e com pouca infra-estrutura. Como estávamos no início do período de chuvas, algumas ruas estavam cheias de uma mistura de lama, lixo e esgoto (o terreno é argiloso e não há rede de escoamento de água). Mesmo estando com um carro 4×4, ficamos muito apreensivos ao encarar alguns trechos, pois não tínhamos certeza se conseguiríamos chegar do outro lado. Felizmente deu tudo certo (4×4 rulez) e chegamos sãos e salvos ao nosso destino.

As madres estavam nos aguardando. Foram muito atenciosas e já tinham um roteiro pronto pra nossa visita. Pegamos o carro e nos dirigimos até a sede da igreja, onde estacionamos e tendo a Irmã Socorro como nossa guia, caminhamos pelo bairro. Tivemos a oportunidade de conversar com vários moradores e conhecer um pouco do sofrimento do dia-a-dia, das tradições e da cultura Angolana. Ficamos particularmente chocados ao ver uma família vivendo em um terreno totalmente alagado com lama na altura do joelho e ao ouvir relatos de que em muitas casas (senão a maioria) quem é responsável pelo sustento é a mulher – os homens acabam tendo várias famílias. Embora as dificuldades fossem muitas, as pessoas com quem conversamos estavam sempre sorrindo e foram muito simpáticas conosco.

Típica mulher angolana, dedicada ao trabalho e chefe da família

Típica mulher angolana, dedicada ao trabalho e chefe da família

Ao chegarmos na creche as crianças estavam se preparando para uma festa de Natal e encerramento das atividades do ano. No início algumas delas estavam um pouco tímidas com nossa presença, mas em poucos minutos a Viviane já estava brincando, cantando e tirando fotos com todas. Foi muito bom interagir com as crianças e uma grande alegria pra Viviane que é professora aqui no Brasil e é fascinada pela África.

Viviane cantando com crianças em uma creche

Viviane cantando com crianças em uma creche

Andando pelas ruas encontramos uma pequena feira (comércio de rua é muito comum em Luanda). Não é fácil fotografar ambientes abertos em Angola, mas com a intervenção da madre, que explicou que éramos amigos (brasileiros, turistas, não jornalistas e nem sensacionalistas), conseguimos tirar algumas fotos (com direito a pose, veja abaixo).

Comércio de rua em Luanda

Comércio de rua em Luanda

Ao retornar pra sede da igreja, nos deparamos com uma cena incrível: um “mar” de mulheres com roupas típicas participando de uma cerimônia religiosa em um bosque. Elas cantavam com alegria e uma harmonia natural. Mesmo não compartilhando da mesma religião, nos aproximamos e fomos contagiados pela emoção e fé daquelas mulheres. É difícil achar palavras pra descrever a cena, mas é suficiente dizer que não conseguimos conter as lágrimas naqueles poucos instantes em que as acompanhamos.

Cerimônia religiosa em Luanda

Cerimônia religiosa em Luanda

Aliás, veja o vídeo abaixo e entenda o porquê do título desse post. :-)


Cerimônia Religiosa em Luanda – Angola (Ninguém… Ninguém…) from Ademar Reis on Vimeo.

Eram nossos últimos dias em Angola e ficamos muito felizes por ter um dia inesquecível, com experiências que ficarão pra sempre guardadas em nossa memória. Testemunhamos a triste realidade dessas pessoas, mas ao mesmo tempo vimos que elas não perdem sua esperança e fé de que as coisas vão melhorar.

Nossa passagem por Angola estava chegando ao final. Foi ótimo passar dias em tão boa companhia e esperamos que nossa estada tenha contribuído de algum modo pra ajudar esse povo que tanto merece uma vida melhor. No domingo fomos pro Aeroporto, era hora de ir de férias pra África do Sul…

Últimos dias em Angola

Confira o post inicial: Viagem à Africa do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

O projeto em que estive envolvido estava chegando ao final (pelo menos por enquanto) e eu tinha uma última viagem a Angola, dessa vez mais curta. Meu plano era passar um mês por lá, sendo que a Viviane (minha esposa), passaria os últimos 15 dias comigo antes de irmos de férias pra África do Sul.

Cheguei em Angola no dia 26 de novembro, levando na bagagem uma caixa de 41kgs de material para o evento que começaria no dia 28: o IT Forum. Mas como a lei de murphy também é válida em Angola, a caixa foi extraviada e só apareceu no último dia do evento… :-( Mas nos viramos com o que tinhamos e no final deu tudo certo. O IT Forum é um evento anual que marca o trabalho do Ministério de Ciência e Tecnologia de Angola e é realizado em um grande e moderno centro de convenções que fica próximo ao Belas Shopping.

Salão de Palestras - IT Forum

Salão de Palestras - IT Forum

No dia 11 de dezembro foi a vez da Viviane realizar o grande sonho da vida dela e colocar os pés no continente Africano pela primeira vez. Ela fez uma viagem sem contratempos e chegou “saltando de alegria”. Foi muito bom reencontrá-la após 15 dias sozinho.

Mesmo com a correria dos preparativos da viagem, foi possível aproveitar bem os últimos dias por lá. Eu estava de carro, então visitamos várias partes da cidade e fomos até o “Miradouro da Lua”, uma espécie de Canyon à beira do mar. Na última noite em Angola ainda tivemos o prazer de ir à festa de noivado (tradicional) de meu amigo Deodato. Foi uma semana muito intensa.

Miradouro da Lua - Angola

Miradouro da Lua, próximo a Luanda

Mas o ponto alto desses últimos dias é assunto pro próximo post… :-)

Viagem à Angola e África do Sul

Em dezembro/janeiro passei 18 dias de férias na África do Sul, junto com minha esposa, após retornar do projeto em que trabalhava em Angola. Foi uma viagem excelente, sem dúvida a melhor de nossas vidas até hoje. Fomos até o Kruger Park e depois percorremos 3.500km de estradas, passando por diferentes cenários e guardando ótimas lembranças na bagagem.

Assim como fiz com outras viagens, publiquei relatos com fotos, vídeos e dicas pra quem um dia for encarar essa aventura (acredito que com a Copa do Mundo de Futebol em 2010, muita gente o faça).

Posts publicados:

Álbuns de fotos já publicadas:

Mapa da viagem:

Belas Shopping – Luanda

Inaugurado em março deste ano, o Belas Shopping é um símbolo da reconstrução de Luanda/Angola. O shopping ainda é pequeno quando comparado aos padrões brasileiros, mas não deixa a desejar na qualidade das instalações. É um shopping muito bonito e agradável e seu projeto inclui futuras expansões. Tem 8 salas de cinema (stadium, comparáveis aos Cinemarks do Brasil), praça de alimentação e um bom supermercado.

Fachada Belas Shopping - Luanda

Fachada Belas Shopping - Luanda

Interior Belas Shopping - Luanda

Interior Belas Shopping - Luanda

O único inconveniente do shopping é que fica em uma região um pouco isolada da cidade, distante do centro e do trabalho e moradia da maioria da população. É uma região que está toda em obras e no longo prazo deve se tornar uma parte nobre da cidade, pois no caminho encontramos várias condomínios e outros grandes estabelecimentos em construção.

O Cinema

Hoje tivemos mais uma falta de luz em casa e resolvemos ir até o shopping assistir um filme pra matar o tempo. Estavam disponíveis os principais lançamentos da atualidade (Transformers, Ocean’s 13, Harry Potter, Quarteto Fantástico, etc), mas receoso, escolhi um filme qualquer: Pulse, um suspense básicão que acabou não sendo de todo ruim.

Cinema - Belas Shopping

Cinema - Belas Shopping

Como pode ser visto na foto que tirei rapidamente, a parte exterior lembra muito os cinemas brasileiros: monitores de Plasma/LCD, amplas bilheterias, pipoca, etc. A sala que visitei (número 4) era muito boa e não deixa em nada a desejar frente às salas tradicionais do Brasil (som Dolby Digital, poltronas confortáveis, formato stadium, etc). Fiquei positivamente surpreso.

O preço é um pouco salgado: USD 8,00 por sessões iniciadas até as 18:00h e USD 16,00 pelas sessões após esse horário.

O Supermercado

Anexo ao shopping está o supermercado Shoprite. É um bom supermercado, aparentemente a melhor escolha em Luanda. É relativamente pequeno, então não há tanta variedade de produtos, mas suas instalações são novas e o atendimento no geral é bom.

Fachada Supermercado Shoprite

Fachada Supermercado Shoprite