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Viagem à África do Sul: Garden Route – Plettenberg Bay

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

A região da Garden Route tem algumas das paisagens e estradas mais belas por onde já tive a oportunidade de passar. São várias cidades pequenas, lindas praias e um grande conjunto de montanhas, tudo muito próximo. Na estrada, era comum ter uma cadeia de montanhas do lado direito (o Tsitsikamma National Park) e a vista do Oceano Índico à esquerda.

Montanhas do Tsitiskamma National Park

Montanhas do Tsitiskamma National Park

É também uma região muito rica, com várias mansões e carros de luxo nas ruas, principalmente na pequena Plettenberg Bay (onde ficamos hospedados na pousada Albergo for Backpackers), e na vizinha Knysna. Como é padrão na África do Sul, as estradas e ruas são muito bem sinalizadas e a infra-estrutura pública é excelente. Pra se ter uma idéia, estávamos na praia quando os bombeiros deram o alarme de que tinham avistado um tubarão na região. Em poucos minutos haviam salva-vidas com jet-skis, buggies na areia e até um helicóptero monitorando a praia, que foi liberada duas horas depois.

Pra quem não quer ficar parado só apreciando a vista, atividades não faltam. Há várias opções de esportes radicais ou de aventura (bungee jump, skydive, mergulho, etc), um famoso parque de elefantes, golfinhos e baleias nas épocas certas do ano, a península Robberg, o Nature’s Valley e o Parque Tsitsikamma, que tem uma excelente infra-estrutura pra quem gosta de fazer trekking (incluindo chalés rústicos nas principais rotas).

Vista de Plettenberg Bay

Vista de Plettenberg Bay

Infelizmente nosso tempo era curto e não deu pra conhecer tudo. Nosso roteiro original incluia três noites em Plettenberg Bay, mas a região tinha tanto a oferecer que decidimos ficar por mais um dia. Como não havia vagas na pousada, foi nossa oportunidade de usar a barraca que estava na mochila (sim, nossa barraca, sacos de dormir e até a caixa térmica já cruzaram o Atlântico, ida e volta). :-)

Definitivamente gostaríamos um dia voltar, principalmente pra encarar um trekking no Tsitsikamma e explorar mais a região. Dessa vez o destaque ficou pros esportes radicais. Mas estou me adiantando… nos próximos posts vem os detalhes, fotos e vídeos das atividades que fizemos por lá.

Confira todas as Fotos da região da Garden Route e Plettenberg Bay.

Dicas e curiosidades:

  • As praias são muito bonitas, mas a água é gelada;
  • Em alta temporada, faça reservas com bastante antecedência;
  • A região tem restaurantes para todos os gostos e bolsos (e as pousadas sempre tem cozinhas de uso coletivo);
  • A vida noturna é variada. Muitos lugares são familiares, mas também há boates, bares e afins;
  • Algumas casas (mansões) nas encostas tinham até elevadores panorâmicos pra facilitar o acesso aos andares superiores;
  • Não perca a caminhada, nem que seja rápida, pela península Robberg. A vista é excelente;
  • Não tivemos notícia de nenhum problema com segurança na região;

Viagem à África do Sul: Port St Johns, Ceia de Natal e a Terra dos Milagres

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Aproveitamos a manhã da véspera de Natal em Durban e encaramos a estrada no início da tarde. O plano pra próxima parada era ficar na região de Coffee Bay, mas por falta de vagas na alta temporada, mudamos nosso itinerário (confira o mapa) e ficamos um pouco antes, na região de Port St Johns (a apenas 340km de Durban). A pousada escolhida foi a Amapondo Backpackers, uma pousada um tanto rústica e com um ambiente um pouco “alternativo”.

Entrada da Pousada Amapondo

Entrada da Pousada Amapondo

A viagem de ida demorou mais que o previsto, pois pegamos uma neblina muito densa na serra e quando chegamos na pousada já era noite. Ao chegar ficamos um pouco receosos a princípio: o quarto era bem rústico e os banheiros, sem iluminação, ficavam ao relento. Haviam pessoas dormindo em redes, vários cachorros e um bar/restaurante bem badalado. De qualquer modo, fomos bem recepcionados e nem sequer passou pela nossa cabeça procurar outro lugar. Fomos direto pro quarto, tomei um banho ao relento e então procuramos algo pra nossa ceia de natal…

Quarto na Pousada Amapondo

Quarto na Pousada Amapondo

Eu disse ceia de natal? O jantar do dia 24/dez/2007 foi um desastre. Com muita fome e cansados, fomos esperançosos ao restaurante da pousada. Havia muita gente, bebidas e música, mas nos disseram que sim, estavam servindo refeições. Eu pedi um sanduíche e a Viviane pediu um prato de arroz com bife e legumes. Quando a comida chegou, a decepção: mesmo com muita fome, foi difícil engolir algumas garfadas. A comida estava muito mal preparada, o arroz duro, empapado e sem sal, a carne sem tempero. O pão do sanduíche era velho, a batata esquisita… Enfim, foi uma Ceia de Natal “marcante”. :-)

Mas a ceia da noite de Natal não foi nada comparada à verdadeira ceia, marcada para a tarde do dia 25. Fizeram uma grande campanha de marketing na pousada, dizendo que a ceia seria especial. E confesso que foi mesmo, mais uma vez marcante: a refeição mais cara que pagamos em toda a África do Sul e também a pior de todas. Ficou claro pra gente que o problema era o cozinheiro (um “chef” inglês que resolveu se mudar pra África): comida sem sal, molhos aguados, assados borrachudos, tudo fora do ponto. Nem a sobremesa ele conseguiu salvar. Enfim… fomos até um vilarejo próximo e comemos um bom prato de comida de rua na barraquinha de uma simpática sul-africana. E só custou alguns poucos reais :-)

Ceia de Natal na pousada Amapondo

Ceia de Natal na pousada Amapondo

Mesmo com alguns transtornos, a estadia valeu a pena. A região é muito bonita e no dia 26, mesmo com o tempo um pouco chuvoso, fizemos um passeio cultural na região. Fomos até uma vila bastante pobre, em um local que muitos acreditam ser sagrado e milagroso por ter algumas características geológicas peculiares: um buraco que emite um gás com cheiro forte (metano?), uma caverna com muita argila branca, uma pequena lagoa barrenta e uma fonte de água salobra. Foi interessante presenciar a fé daquelas pessoas: elas realmente consideravam o local sagrado e haviam doentes vindos de diferentes cidades, que acreditavam que o simples fato de expor uma ferida ao gás, cobrir o corpo com argila, entrar na água barrenta ou beber da água salobra seria o suficiente pra curá-los. Eles faziam isso com uma certa reverência, em uma real demonstração de fé.

Ainda na pequena vila, a Viviane decidiu distribuir entre as crianças do local algumas balas que tínhamos no carro. Foi uma festa: as crianças, muito alegres e incentivadas por uma das líderes locais, começaram a cantar músicas em seu idioma nativo e a Viviane, que quase não gosta dessas coisas, se empolgou e se divertiu à bessa.

Na volta pra pousada encontramos muitas pessoas pela estrada, todas muito simpáticas, acenando para o carro. Também chamava a atenção as casas de telhados coloridos e as pessoas com roupas típicas e rostos cobertos por argila (um costume da região: usam argila como protetor solar e conservar a pele do rosto).

Uma pena que nesse dia esquecemos a câmera fotográfica na pousada :-( e não pudemos registrar esses momentos emocionantes, que ficaram apenas em nossa memória.

Algumas dicas e recomendações:

  • Faça reserva com bastante antecedência em alta temporada. Mesmo duas semanas antes, não conseguimos vaga na pousada que queríamos, Coffee Shack em Coffee Bay;
  • Há uma serra no caminho entre Durban e Port St Johns. Imagino que o cenário seja bonito durante o dia, mas à noite pegamos muita neblina;
  • Se ficar na pousada Amapondo, evite o restaurante, mas não perca o passeio à vila Pondo;
  • Não esqueça a câmera fotográfica. ;-)

Viagem à África do Sul: Durban, um pedaço da Índia na África

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Chegamos em Durban no final da tarde do dia 22 de dezembro para uma visita de dois dias e nos hospedamos na Nomads Backpackers (pousada recomendada: bem localizada, boa estrutura e com ótimos preços).

Vista de um parque na região central de Durban

Vista de um parque na região central de Durban

Como ainda teríamos muitas praias e locais turísticos pela frente, em Durban nos concentramos em um turismo mais cultural, como andar pelo centro da cidade, visitar pequenas feiras, utilizar o transporte público, etc.

Durban é a cidade com mais indianos fora da Índia (cerca de 20% da população total) e a influência cultural destes é notável. Há muitos restaurantes, lojas e imigrantes indianos pelas ruas. Aliás, a experiência que tivemos com um restaurante popular indiano (desses não frequentados por turistas) não foi das melhores: a comida era muito apetitosa, mas era tão picante que eu não consegui terminar meu prato e a Viviane chegou a passar mal. E olha que segundo a atendente, era um prato “light” na pimenta. De qualquer modo, valeu pela experiência. :-)

Entrada do Victoria Street Market

Entrada do Victoria Street Market

O Victoria Street Market é um grande “mercadão popular”, muito similar aos que temos nas principais cidades do Brasil. É um excelente local para compra de artesanatos e, principalmente, temperos e especiarias indianas, que estão disponíveis pra qualquer um provar nas pequenas e amigáveis lojas. Não deixe de visitá-lo.

Outro ponto turístico famoso na cidade é o uShaka Sea World, uma mistura de centro de compras com aquário e parque temático, tudo num ambiente bastante organizado, à beira do mar. Tem diversos tipos de restaurantes e a paisagem é muito bonita, principalmente ao entardecer.

De um modo geral, Durban é uma cidade organizada, com um comércio forte e algumas atrações turísticas. É a cidade “menos africana” que conhecemos em nossa rota e dificilmente eu diria que é imperdível, mas com certeza uma visita valerá a pena.

Vista da Orla a partir de um teleférico

Vista da Orla a partir de um teleférico

Infelizmente fiz confusão com os cartões de memória e perdi algumas das fotos de Durban, mas o que se salvou está disponível no álbum Fotos de Durban, África do Sul.

Dicas e curiosidades gerais:

  • A orla de Durban é bonita, mas se você vai fazer a rota que fizemos até Cape Town, há praias muito melhores no caminho;
  • O Victoria Street Market é imperdível, mas é meio complicado estacionar na região. Eu recomendo usar o transporte público pra chegar lá;
  • Os artesanatos em Durban (no Victoria Street Market) são mais baratos do que em outras cidades como Cape Town;
  • Pechinche, muito. Indianos e Africanos tem isso em sua cultura, então não tenha medo de pedir descontos no comércio de rua;
  • Cuidado com restaurantes indianos “de verdade”, a comida é bem picante;

Viagem à Africa do Sul: Dirigindo, tudo ao contrário

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Depois de nosso safari no Kruger Park, era hora de encarar a estrada por conta própria. No dia 20 de Dezembro alugamos um carro em Joanesburgo e partimos em direção à Cape Town (Cidade do Cabo), onde ele seria devolvido 13 dias depois. Estavamos preparados pra encarar uma viagem com um roteiro minimamente definido, passando por pequenas vilas do interior, ficando em pousadas/albergues (backpackers, como eles chamam por lá) e experimentando um pouco de tudo. Levavamos conosco, entre outras coisas, barraca, GPS (alugado junto como carro), caixa térmica e sacos de dormir.

Estrada do interior

Paisagem do interior, entre Joanesburgo e Durban

O mais interessante e razão principal pra esse post em particular, é o fato de na África do Sul utilizarem as regras de tráfego da mão esquerda (também conhecido como “mão inglesa“). É tudo ao contrário e gasta-se algum tempo pra se adaptar: no início é preciso estar muito atento pra fazer as curvas e trafegar em ruas de mão dupla, ligar a seta (acionei 18 vezes o limpador de para-brisas por acidente) e principalmente, repensar as noções de espaço e distância estando do lado contrário do carro.

Dentro do carro - tudo ao contrário

Dentro do carro - tudo ao contrário

Algo que nos chamou a atenção é a educação no trânsito: todos respeitam a faixa de pedestres, há limites razoáveis de velocidade e, pra nossa surpresa, eles realmente param nas placas de “stop” (pra eles isso é tão obrigatório/comum quanto ligar a seta ao fazer-se uma curva). O sistema todo funciona muito bem, pois os policiais não são corruptos, as multas são leves, os motoristas educados, há bastante fiscalização e as estradas e sinalização muito boas. Pena que nesse ponto é no Brasil que é tudo ao contrário.

Falando em multa, recebemos uma por trafegar a 79km/h em uma região metropolitana, onde a velocidade máxima era de 60km/h. Fomos pegos numa blitz da polícia e acompanhamos o policial até a delegacia, onde pagamos o equivalente a R$ 40,00 (na hora, “no caixa”, sem burocracia) e ouvimos um “drive safely, take it easy man”. :-)

Algumas outras curiosidades e dicas:

  • O limite de velocidade máxima nas high-ways é de 120km/h;
  • A polícia não é corrupta e as multas, no geral, leves;
  • Os pedágios são baratos e frequentes nas high-ways, mas por lei toda estrada pedagiada deve ser acompanhada de uma alternativa asfaltada e de mão dupla;
  • Eles ainda vendem gasolina com e sem chumbo;
  • Brasileiros precisam ter carteira de motorista internacional;
  • Os GPS da Tom-Tom são excelentes e funcionam muito bem por lá;
  • Ficamos muito satisfeitos com o serviço da Tempest Sixt (aluguel do carro);
  • O preço do aluguel de carros é parecido com os preços no Brasil: pagamos algo próximo de R$ 110,00/dia (Rd 320,00) por um Toyota Corolla 1.6 automático, km livre e devolução longe da origem;
  • Vale a pena encarar algumas estradas alternativas, que cortem o interior. Embora mais lentas, o visual e a diversidade compensam.

No total foram 3.473km rodados entre Johanesburgo e Cape Town. No mapa abaixo, os principais pontos de parada:

Nosso próximo destino: Durban, a cidade mais indiana fora da Índia.

Viagem à Africa do Sul: Safari no Kruger National Park

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Galeria de fotos: Está disponível um álbum completo das Fotos do Safari no Kruger Park.

O Kruger National Park é o maior parque nacional da África do Sul. Ele fica a cerca de 450km de Johanesburgo e tem 19.000km quadrados de área, se extendendo por 350km de norte a sul e 60km de leste a oeste. Como todos os parques nacionais da África do Sul, o Kruger conta com uma excelente infra-estrutura de apoio ao turista. Os 21 pequenos campos de descanso (isolados por grandes cercas elétricas) incluem banheiros com água aquecida – inclusive nas torneiras -, área de camping, chalés, mercearia/lojinha, restaurantes, cozinhas e lavanderias compartilhadas.

Fazendo uma reserva com bastante antecedência, é possível ir por conta própria e ficar nas áreas de camping ou nos chalés do próprio parque – usando o próprio carro pros safaris. Chegando em cima da hora e em alta temporada, acabamos optando por um pacote de uma empresa especializada. E não nos decepcionamos: nosso safari foi organizado pela empresa Siyabona Africa Travel, que prestou um excelente serviço.

Land Rover usado no Safari

Land Rover usado no Safari

É difícil descrever a experiência de um safari… O processo em si é muito simples: você entra em um carro (no caso, um Land Rover, aberto) e fica rodando por pequenas estradas na savana africana. A graça é procurar pelos animais em seu habitat natural e original, com mínima influência humana. É raro presenciar “cenas de National Geographic”, e dá um pouco de trabalho encontrar grandes animais, mas a experiência de finalmente ver “Os Cinco Grandes” (The Big Five: leões, rinocerontes, elefantes, leopardos e búfalos) ao vivo é única e inesquecível.

Leões à beira da estrada

Leões à beira da estrada

Além dos cinco principais animais, vimos também hienas, zebras, girafas, gnus, hipopótamos, javalis, babuínos, dezenas de espécies de antílopes, crocodilos e muitos outros (eu tinha uma lista completa, mas infelizmente na última mudança perdi a agenda com as anotações).

Hiena amamentando seu filhote

Hiena amamentando seu filhote

Algumas curiosidades:

  • O clima é frio! Sim, a savana é seca e gelada no inverno, e relativamente fria e chuvosa no verão;
  • Os leopardos são ariscos e geralmente se escondem dos carros. A maioria dos outros animais não se incomoda e continua sua rotina como se ninguém estivesse lá;
  • O rinoceronte branco (White Rhino) não tem nada de branco; :-)
  • O primeiro animal visto geralmente é um antílope e a reação imediata é pedir que o carro pare para fotografias. Mas comida de leão é o que não falta no parque, então depois de alguns minutos os “veadinhos” tornam-se parte da paisagem;
  • Há muitos esquilos e macacos nas áreas de camping. Os esquilos são divertidos e os macacos são travessos;
  • É extremamente proibido alimentar qualquer animal. Isso os incentiva a criar dependência do homem e pode torná-los agressivos, o que acaba causando seu sacrifício em prol do bem estar do parque;
Girafas e Zebras próximas a um lago

Girafas e Zebras próximas a um lago

Nossa rotina nos quatro dias era a seguinte:

  • Acordar muito cedo, antes do nascer do sol. 15min pra chá com bolachas na área do acampamento;
  • Primeiro safari do dia, das 05:00hs até as 09:00hs;
  • Café da manhã reforçadíssimo, cardápio variado e completo (omeletes, sanduiches, salsichas e outras carnes, cereais, iogurtes, bata frita ou assada, etc), apresentado pela chef de cozinha;
  • Horário livre e leve almoço (sanduiches e bebidas) por volta de 12:00hs;
  • Segundo safari do dia, das 14:00hs até as 18:00hs;
  • Jantar caprichado, à luz de velas na área do acampamento à beira da fogueira, incluindo refrigerantes, sucos e vinhos;
  • Safari noturno opcional, (participamos de um deles, é preciso fazer reservas com antecedência);
Jantar no acampamento

Jantar no acampamento

Confira o álbum completo com todas as fotos do safari.

Fotos e relatos atrasados…

Tenho andado um pouco desmotivado a escrever no blog no pouco tempo disponível e os rascunhos estão se acumulando. O ano está fechando e eu ainda não publiquei todos os relatos da viagem à África do Sul (são 14 rascunhos pendentes), nem da viagem à Foz do Iguaçu e muito menos da rápida ida à Miami.

Mas aproveitando o embalo de fim de ano e cumprindo com o objetivo primário desse blog, publiquei algumas das fotos pendentes deste ano:

Fotos de Foz do Iguaçu, Maio de 2008: Antes de nossa mudança de Curitiba pra Recife eu e a Viviane fomos até Foz do Iguaçu. Foram 4 dias de viagem com visitas aos seguintes lugares:

  • Usina Hidrelétrica de Itaipu
  • Parque Nacional do Iguassu – Argentina
  • Parque Nacional do Iguaçu – Brasil
  • Parque das Aves
  • Paraguay

Fotos de Miami, Novembro de 2008: Tive uma reunião de trabalho em Miami e aproveitei pra esticar a viagem por mais alguns dias pra conhecer melhor a região. Foi minha primeira visita aos EUA. As fotos são descompromissadas, praticamente todas no modo automático.

Fotos do Tiwa Eco Resort em Manaus, Novembro de 2008: Passei um final de semana em um hotel à beira do Rio Negro em Manaus (um evento do trabalho) e isso me rendeu algumas novas fotos.

Finalmente, na sequência estou publicando o próximo relato da viagem à África do Sul e as Fotos do Safari no Kruger National Park.

Viagem à Africa do Sul: Chegada e Impressões Gerais

Confira o post inicial: Viagem à África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem realizada em dez/2007-jan/2008.

Bandeira África do Sul

No domingo, 16 de Dezembro de 2007, chegamos ao Aeroporto de Joanesburgo, África do Sul. Já havíamos passado por ali em conexão rumo à Angola, mas agora era hora de desembarcar e encarar a cidade e o país pra valer.

Nossa passagem de volta estava marcada para o dia 04 de Janeiro e por estarmos no pico da alta temporada, nossa agenda estava quase toda definida com reservas em pousadas, parques e passeios.

Assim que chegamos fomos recepicionados por nossa recém conhecida amiga e couchsurfer Antoinete. Extremamente receptiva e prestativa, ela foi até o aeroporto nos esperar. Fizemos um rápido tour pela cidade no caminho pra sua casa onde um quarto estava arrumado nos esperando.

Embora a maioria das pessoas associe África à pobreza e à vida selvagem (como vistos na TV), a África do Sul destaca-se pelo seu nível de desenvolvimento. O país conta com uma ótima infra-estrutura turística e uma organização que lembra alguns países da Europa. E mesmo após tantos anos sob o regime do Apartheid (que findou em 1990), há poucos sinais de preconceito ou discriminação. Como era de se esperar há várias regiões pobres com problemas de desigualdade social, mas presenciamos um convívio muito pacífico entre as diferentes etnias.

Aos longos dos próximos posts detalharemos mais aspectos do país, mas por enquanto é suficiente dizer que ficamos muito surpresos (positivamente) com tudo o que vimos.

Algumas curiosidades sobre o país:

  • O principal idioma é o Inglês, seguido do Afrikaans e outras 11 línguas oficiais;
  • As pessoas são muito simpáticas e receptivas, principalmente nas pequenas cidades, vilas e áreas populares. Quando nos identificávamos como brasileiros, isso ficava ainda mais expressivo;
  • Há uma grande diversidade cultural nas diferentes regiões do país. A maioria das vilas mantém algumas de suas tradições, vestimentas e línguas originais;
  • 80% da população são negros, 9% brancos e 11% mestiços/asiáticos (simplificadamente);
  • A variedade geográfica é muito grande: em uma área pouco menor que a do estado do Pará, o país tem lindas praias, serras montanhosas, desertos, áreas florestais e algumas regiões onde há neve no inverno;
  • Os africanos adoram cores… e gostam de pintar os telhados de suas casas de cores variadas.

Localização da África do Sul

Localização da África do Sul no continente Africano


Joanesburgo em particular é uma cidade mais industrial do que turística. Sendo a maior cidade da África do Sul e vizinha da capital Pretória, as principais atrações são históricas (residência original de Nelson Mandela, Soweto, prédios governamentais, etc). Infelizmente não conseguimos encaixar uma permanência mais longa em nossa agenda, então Joanesburgo ficou em nossa memória apenas como a porta de entrada e saída da África do Sul.

Já na segunda-feira dia 17 partimos para 4 dias de safari no Kruger National Park, mas isso é assunto para o próximo post…

Fotos de Luanda – Angola

Confira o post inicial: Viagem à Angola e África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

Antes de publicar os relatos da viagem à África do Sul, resolvi publicar as fotos de Luanda – Angola. A maioria delas foi tirada de dentro do carro, sem muito tempo pra caprichar na composição ou exposição, mas deu pra registrar alguma coisa.

Eu já postei algo sobre fotografia em angola anteriormente, mas agora publiquei o álbum completo: Fotos de Luanda – Angola.