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Adeus Curitiba (de novo)

Hora de continuar com a vida de nômade: faz pouco mais de um ano que voltamos de Manaus pra Curitiba e agora chegou a hora de partir pra uma outra. :-)

Depois de 7 bons anos trabalhando na Conectiva/Mandriva, resolvi experimentar novos desafios e deixei a empresa. Vim pra Recife, de mudança e tudo, pra trabalhar no INdT (Instituto Nokia de Tecnologia). Uma grande mudança mas que acredito ter tudo pra dar certo. A Viviane veio junto. Só ficou o nosso gato Dot pra trás, aguardando até que nos acertemos com um apartamento por aqui.

As últimas semanas em Curitiba foram bastante intensas: aproveitando alguns dias de folga e o feriado de 01/maio, fomos até São Paulo visitar minha cunhada e a prima da Viviane, depois fomos pra serra e passamos uma noite no Itapiroca, depois fomos até Umuarama (casa dos meus pais) e, finalmente, de lá pra Foz do Iguaçu fazer um pouco de turismo (Itaipu, Cataratas, Argentina, Paraguai, etc – fotos em breve).

Aqui em Recife as coisas estão indo bem: o trabalho é muito bom e por enquanto estamos em um hotel, começando a procurar pela nossa próxima moradia. Espero que dê tudo certo e que logo estejamos bem adaptados à nova vida.

Fica aqui meu abraço a todos os amigos que ficam em Curitiba e o convite pra que nos visitem em Recife. :-)

Últimos dias em Angola II: Ninguém…. Ninguém…

Confira o post inicial: Viagem à Angola e África do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

De todos os dias que passamos em Angola, um deles foi especial pois foi o dia em que conferimos de perto como é viver na periferia de Luanda. Foi uma grande experiência, que tentamos relatar abaixo (post escrito em conjunto com minha esposa Viviane).

Na quinta-feira 13 de dezembro de 2007, fomos visitar duas simpáticas madres da Pastoral da Criança (Missionárias de Santa Terezinha): a Irmã Socorro e a Irmã Graça, que trabalham no bairro Palanca. Nosso interesse era conhecer um pouco do trabalho delas, da realidade da periferia, visitar algumas creches e, quem sabe, ajudar de algum modo.

Chegar até a casa das madres não foi fácil. Palanca é um bairro muito pobre e com pouca infra-estrutura. Como estávamos no início do período de chuvas, algumas ruas estavam cheias de uma mistura de lama, lixo e esgoto (o terreno é argiloso e não há rede de escoamento de água). Mesmo estando com um carro 4×4, ficamos muito apreensivos ao encarar alguns trechos, pois não tínhamos certeza se conseguiríamos chegar do outro lado. Felizmente deu tudo certo (4×4 rulez) e chegamos sãos e salvos ao nosso destino.

As madres estavam nos aguardando. Foram muito atenciosas e já tinham um roteiro pronto pra nossa visita. Pegamos o carro e nos dirigimos até a sede da igreja, onde estacionamos e tendo a Irmã Socorro como nossa guia, caminhamos pelo bairro. Tivemos a oportunidade de conversar com vários moradores e conhecer um pouco do sofrimento do dia-a-dia, das tradições e da cultura Angolana. Ficamos particularmente chocados ao ver uma família vivendo em um terreno totalmente alagado com lama na altura do joelho e ao ouvir relatos de que em muitas casas (senão a maioria) quem é responsável pelo sustento é a mulher – os homens acabam tendo várias famílias. Embora as dificuldades fossem muitas, as pessoas com quem conversamos estavam sempre sorrindo e foram muito simpáticas conosco.

Típica mulher angolana, dedicada ao trabalho e chefe da família

Típica mulher angolana, dedicada ao trabalho e chefe da família

Ao chegarmos na creche as crianças estavam se preparando para uma festa de Natal e encerramento das atividades do ano. No início algumas delas estavam um pouco tímidas com nossa presença, mas em poucos minutos a Viviane já estava brincando, cantando e tirando fotos com todas. Foi muito bom interagir com as crianças e uma grande alegria pra Viviane que é professora aqui no Brasil e é fascinada pela África.

Viviane cantando com crianças em uma creche

Viviane cantando com crianças em uma creche

Andando pelas ruas encontramos uma pequena feira (comércio de rua é muito comum em Luanda). Não é fácil fotografar ambientes abertos em Angola, mas com a intervenção da madre, que explicou que éramos amigos (brasileiros, turistas, não jornalistas e nem sensacionalistas), conseguimos tirar algumas fotos (com direito a pose, veja abaixo).

Comércio de rua em Luanda

Comércio de rua em Luanda

Ao retornar pra sede da igreja, nos deparamos com uma cena incrível: um “mar” de mulheres com roupas típicas participando de uma cerimônia religiosa em um bosque. Elas cantavam com alegria e uma harmonia natural. Mesmo não compartilhando da mesma religião, nos aproximamos e fomos contagiados pela emoção e fé daquelas mulheres. É difícil achar palavras pra descrever a cena, mas é suficiente dizer que não conseguimos conter as lágrimas naqueles poucos instantes em que as acompanhamos.

Cerimônia religiosa em Luanda

Cerimônia religiosa em Luanda

Aliás, veja o vídeo abaixo e entenda o porquê do título desse post. :-)


Cerimônia Religiosa em Luanda – Angola (Ninguém… Ninguém…) from Ademar Reis on Vimeo.

Eram nossos últimos dias em Angola e ficamos muito felizes por ter um dia inesquecível, com experiências que ficarão pra sempre guardadas em nossa memória. Testemunhamos a triste realidade dessas pessoas, mas ao mesmo tempo vimos que elas não perdem sua esperança e fé de que as coisas vão melhorar.

Nossa passagem por Angola estava chegando ao final. Foi ótimo passar dias em tão boa companhia e esperamos que nossa estada tenha contribuído de algum modo pra ajudar esse povo que tanto merece uma vida melhor. No domingo fomos pro Aeroporto, era hora de ir de férias pra África do Sul…

Últimos dias em Angola

Confira o post inicial: Viagem à Africa do Sul com o índice de todos os relatos da viagem.

O projeto em que estive envolvido estava chegando ao final (pelo menos por enquanto) e eu tinha uma última viagem a Angola, dessa vez mais curta. Meu plano era passar um mês por lá, sendo que a Viviane (minha esposa), passaria os últimos 15 dias comigo antes de irmos de férias pra África do Sul.

Cheguei em Angola no dia 26 de novembro, levando na bagagem uma caixa de 41kgs de material para o evento que começaria no dia 28: o IT Forum. Mas como a lei de murphy também é válida em Angola, a caixa foi extraviada e só apareceu no último dia do evento… :-( Mas nos viramos com o que tinhamos e no final deu tudo certo. O IT Forum é um evento anual que marca o trabalho do Ministério de Ciência e Tecnologia de Angola e é realizado em um grande e moderno centro de convenções que fica próximo ao Belas Shopping.

Salão de Palestras - IT Forum

Salão de Palestras - IT Forum

No dia 11 de dezembro foi a vez da Viviane realizar o grande sonho da vida dela e colocar os pés no continente Africano pela primeira vez. Ela fez uma viagem sem contratempos e chegou “saltando de alegria”. Foi muito bom reencontrá-la após 15 dias sozinho.

Mesmo com a correria dos preparativos da viagem, foi possível aproveitar bem os últimos dias por lá. Eu estava de carro, então visitamos várias partes da cidade e fomos até o “Miradouro da Lua”, uma espécie de Canyon à beira do mar. Na última noite em Angola ainda tivemos o prazer de ir à festa de noivado (tradicional) de meu amigo Deodato. Foi uma semana muito intensa.

Miradouro da Lua - Angola

Miradouro da Lua, próximo a Luanda

Mas o ponto alto desses últimos dias é assunto pro próximo post… :-)

Viagem à Angola e África do Sul

Em dezembro/janeiro passei 18 dias de férias na África do Sul, junto com minha esposa, após retornar do projeto em que trabalhava em Angola. Foi uma viagem excelente, sem dúvida a melhor de nossas vidas até hoje. Fomos até o Kruger Park e depois percorremos 3.500km de estradas, passando por diferentes cenários e guardando ótimas lembranças na bagagem.

Assim como fiz com outras viagens, publiquei relatos com fotos, vídeos e dicas pra quem um dia for encarar essa aventura (acredito que com a Copa do Mundo de Futebol em 2010, muita gente o faça).

Posts publicados:

Álbuns de fotos já publicadas:

Mapa da viagem:

Viagem à Ilha de Margarita :: Fotos

Confira o post inicial: Viagem Manaus – Ilha de Margarita (Venezuela) com o índice de todos os relatos da viagem.

Após todos os relatos, publiquei a galeria de fotos da viagem de Manaus à Ilha de Margarita. Fiz uma seleção de 59 fotos das quase 400 que tirei. Espero que gostem. :-)

Viagem à Ilha de Margarita :: Chegando em Manaus…

Confira o post inicial: Viagem Manaus – Ilha de Margarita (Venezuela) com o índice de todos os relatos da viagem.

Após a saída da reserva indígena, passamos por uma placa que dizia: “Manaus: 202km”. Já faziam alguns quilômetros que a estrada estava ruim e o sol estava se pondo, então diminuí a velocidade. Cansados da noite mal dormida e de 1.800km rodados em dois dias, já sonhávamos com um banho e uma cama confortável na casa dos amigos que nos recepcionariam em Manaus.

Estavámos a 100km/h, contando o tempo pra chegar quando, no meio de uma curva, avisto uma sequência de crateras no asfalto. Não estou falando de buracos quaisquer: eram três buracos que atravessavam toda a pista de um lado ao outro. Travei os quatro pneus do carro por alguns metros e soltei o freio pra passar pelo indesviável, esperando pelo melhor… mas o melhor não veio: depois de um solavanco, senti o carro estranho e imediatamente ouvi o inquestionável barulho de ar saindo pelos pneus.

Parei o carro, liguei o alerta e fui conferir: pneus dianteiro e traseiro esquerdos estavam rasgados. Comecei a pensar no que fazer, ainda meio atordoado, quando dois rapazes de moto param para prestar assistência. Eles comentam que trabalham na manutenção da estrada dentro da reserva e que estavam voltando pra Manaus. Se abaixam e começam a me ajudar na troca do pneu dianteiro. Depois de alguns minutos um deles me diz: “Eu conheço um borracheiro na entrada da reserva, há poucos quilômetros daqui… Vamos trocar o pneu dianteiro e levamos o traseiro pra consertar”.

O rapaz, muito educado, pegou a moto e me chamou pra ir com ele. Fiquei meio desconfiado mas não tinha muitas opções e em uma decisão de momento decidi ir com ele. A pior parte era deixar a Viviane, ao anoitecer, à beira de uma estrada vazia com um estranho. Falei com ela que, assustada, acabou concordando e então eu fui, pedindo a Deus que nada acontecesse.

Rodamos cerca de 2km em direção à reserva e chegamos até um borracheiro. Ele olhou pro pneu com o rasgo e disse: “sem chance, só colocando uma câmara de ar… mas leve até o outro borracheiro que ele é mais esperto e talvez consiga alguma coisa”. Pegamos a moto e seguimos mais 1km. O outro borracheiro começou a fazer alguns testes – sem muita esperança – e nesse momento o rapaz da moto vira-se pra mim e diz: “eu vou até ali na venda comprar um cigarro e já volto”. Antes que eu dissesse alguma coisa, ele já estava na moto, voltando pela estrada por onde havíamos vindo…

Nesse momento eu, que já estava com medo, comecei a ficar apavorado: já era início de noite, eu estava sozinho em uma estrada sem movimento (o portão da Reserva Indígena estava fechado), a Viviane estava sozinha há alguns quilômetros dali com um estranho e o rapaz da moto estava indo na direção deles… O que fazer?

Aguardei alguns instantes e… UFA! Lá estava o “rapaz da moto” (nem sei o nome dele) com os cigarros que tinha ido comprar. Mais aliviado (e com o pneu sem conserto – o diagnóstico do segundo borracheiro foi o mesmo), subi na moto e começamos a voltar. No caminho o rapaz me mostrou o único telefone que eu encontraria num raio de 20km, próximo de uma pequena mercearia.

Quando cheguei no carro, fui logo procurando a Viviane, e felizmente tive uma boa surpresa: ela estava bem descontraída, ouvindo o que o rapaz tinha a contar sobre os incidentes comuns na Reserva Indígena (históricas como a do dia em que índias foram fotografadas tomando banho e a estrada foi fechada; a morte de um ancião da aldeia e o quase linchamento de uma enfermeira da FUNAI; as exigências excêntricas dos índios e assim por diante).

Os rapazes da moto, muito simpáticos, tomaram seu caminho sem aceitar qualquer gratificação. Ficamos muito agradecidos e prometemos que passaríamos o favor adiante quando surgisse a oportunidade.

Agora era noite e fomos, rodando com um pneu vazio, até o único telefone da região. A ligação pro seguro foi uma história à parte: o atendente quase não acreditou quando eu disse que estava “a 200km de Manaus, próximo a uma reserva indígena”, mas ainda assim me deu a resposta padrão: “não se preocupe senhor, estamos enviando um guincho e um taxi, a previsão de chegada é de 2h, por favor nos ligue em 30min pra confirmar”. 30 minutos depois liguei novamente e ouvi uma nova previsão pro guincho: 3h, ao mesmo tempo que me disseram que não encontraram nenhum táxi disponível mas eu poderia pegar um táxi qualquer e seria reembolsado posteriormente, com a apresentação da nota fiscal. Pensei em responder que talvez conseguisse algum índio pra me levar, mas me contive. :-)

Terminei de falar com o seguro e decidimos ligar pra nossos amigos em Manaus. Nesse momento o telefone ficou mudo. Iluminei com minha pequena lanterna o aparelho telefônico e vi a mensagem “A G U A R D E”. Havia um senhor ao nosso lado que usara o telefone há pouco. Perguntei o que essa mensagem queria dizer e tive uma grande surpresa na resposta:

“Ah, isso é normal, é por causa disso aí” e aponta com sua forte lanterna para um cercadinho a 2 metros do telefone, onde vemos nada mais nada menos do que uma antena parabólica e um painel solar. “A bateria não aguenta muita carga à noite, mas logo o sinal volta”. E ainda completou: “o próximo telefone fica a 20km daqui, mas geralmente está quebrado… e esse aqui, quando quebra, demora muito pra ser consertado, pois o técnico da Embratel tem que vir de São Paulo”.

Um pouco pasmos, pegamos o carro e fomos para um posto de combustível (fechado) do outro lado da rodovia aguardar pelo guincho, que só chegou depois de 5h30min, às 01:30h. O carro foi colocado em cima do pequeno caminhão e nós fomos dormindo dentro dele (sim, em cima do guincho). O velocímetro do carro marcava 4.814km rodados. Os últimos 202, que completariam os 5.000 da viagem, foram de carona. :-)

Chegamos às 05:30 em Manaus, contamos a história completa pra nossos amigos e fomos dormir um pouco. Ainda no sábado coloquei uma câmara de ar no pneu rasgado e levei o carro pra empresa que o traria pra Curitiba. À noite embarcamos em nosso voo e aqui estamos, prontos pra próxima.

No aeroporto de Manaus, a caminho de Curitiba

No aeroporto de Manaus, a caminho de Curitiba

Com isso encerra-se a história de nossa viagem, que apesar dos contratempos, foi excelente. Se você leu até aqui, espero que tenha gostado.

Por fim, deixo a grande e mais importante dica de todas: tenha sempre uma, ou melhor, duas câmaras de ar de reserva. :-)

Viagem à Ilha de Margarita :: O Retorno

Confira o post inicial: Viagem Manaus – Ilha de Margarita (Venezuela) com o índice de todos os relatos da viagem.

Nosso plano era sair da Ilha na quarta-feira à tarde, pernoitar em Puerto la Cruz e encarar a estrada na quinta-feira, seguindo até Santa Helena onde dormiríamos novamente pra então encarar a última perna da viagem até Manaus. Mas infelizmente o carnaval nos atrapalhou novamente: na quarta-feira de cinzas o ferry-boat não navegou e fomos obrigados a sair da Ilha na quinta-feira pela manhã.

A saída na quinta-feira nos atrasou muito. Puerto la Cruz estava congestionada pela volta do feriado e só conseguimos sair da cidade por volta de meio dia. Pisei fundo pra tentar compensar o atraso e evitar dirigir a noite, mas não havia muitas esperanças: quando a noite caiu, estávamos muito longe da fronteira. O cansaço foi apertando e por volta de 23:00hs resolvemos parar, ainda antes de encarar a serra. Não tinhamos mais Bolivares para um hotel, mas para nossa sorte, encontramos uma pousada com área de camping. Aceitaram nossos últimos Bs 25.000,00 pela pernoite, mas tivemos que dormir no carro.

Quase na fronteira - ao fundo, Monte Roraima

Quase chegando na fronteira - ao fundo, Monte Roraima

Às 06:00 acordamos e voltamos pra estrada. Ainda haviam 250km de serra até a fronteira e mais 1000km de estradas brasileiras (boa parte esburacadas) até Manaus. Novamente pisei fundo pra compensar o atraso, pois agora tinha uma outra variável importante: precisava cruzar a reserva indígena Waimiri Atroari até às 18:00hs, quando os portões da estrada que a atravessa são fechados.

Passamos por Boa Vista ao meio dia, compramos um marmitex pra comer no próprio carro e continuei pisando fundo. Felizmente boa parte da estradas estava boa – recém reformada e vazia – então foi possível manter a velocidade alta, em torno de 160km/h. Ficamos aliviados quando conseguimos entrar na reserva, por volta de 17:00. Quando saímos dela, faltavam pouco mais de 200km pra chegar em casa. Ou melhor: chegar na casa de nossos amigos Anderson e Cibele que nos recepcionariam para nossa última noite em Manaus, uma vez que nossa mudança já estava a caminho de Curitiba há dias.

Dentro da Reserva Indígena, quase no pôr-do-sol

Dentro da Reserva Indígena, quase no pôr-do-sol

Mal sabíamos que ainda teríamos uma grande surpresa nesses últimos 200km… (mais no próximo post)

Viagem à Ilha de Margarita :: Praias e Atrações da Ilha

Confira o post inicial: Viagem Manaus – Ilha de Margarita (Venezuela) com o índice de todos os relatos da viagem.

Ilha de Margarita: Praias e Atrações

A ilha de Margarita tem cerca de 1.000km² e há muito o que ver e experimentar por lá. Então é bom estar de carro, pois a mobilidade é essencial: as principais praias ficam longe da cidade, há belas estradas pra serem percorridas e o serviço de taxi, além de ruim, é caro.

Próximo à cidade de Juangriego

Próximo à cidade de Juangriego

Além disso, a vida noturna, que se concentra na região central da cidade, oferece cassinos, shoppings, restaurantes, bares, boates, etc. Ficar preso num hotel ou depender de taxi pra tudo deve ser um pouco frustrante.

Ficamos 3 noites em um hotel no centro da cidade de Porlamar e outras 6 noites em uma pousada próxima à “Playa el Agua”, no nordeste da Ilha. Nos três primeiros dias, conhecemos a cidade, suas lojas, shoppings e a cultura local. Quando fomos para a pousada, gastamos mais tempo nas praias e reservamos um dia exclusivamente pra percorrer as estradas da ilha e conhecer, nem que fosse apenas de passagem, todas as praias. No total, entre indas, vindas e passeios, percorremos cerca de 1.000km dentro da ilha.

Praias e mais praias

Bem, como em toda ilha, o que não falta em Margarita são praias. A mais conhecida e frequentada é a Playa El Agua. Muitos turistas americanos e europeus, muitas ofertas de passeios, mergulhos e comidas vindas do mar. A água é sempre clara e limpa, tendendo prum verde azulado. Há praias com ondas, praias calmas, praias de pescadores, praias desertas, praias exclusivamente de pedras e conchinhas… Enfim, praias pra todos os gostos. Compre um mapa e faça um planejamento de passeios. Os funcionários do seu hotel/pousada devem poder te auxiliar.

Praia cujo nome não lembro

Praia cujo nome não lembro

Próximo à Playa El Agua

Próximo à Playa El Agua

Parque La Restinga

No noroeste da ilha há um parque chamado “La Restinga”. O parque fica numa região de mangue e há passeios de barco que duram entre 45min e 3h. Fizemos o passeio mais curto e pudemos conhecer os canais e ver as praias da região. Foi um passeio rápido mais muito legal.

Passeio nos canais do Parque La Restinga

Passeio nos canais do Parque La Restinga

O mais interessante da região do parque é que há uma praia deserta, toda formada por conchas e pedras brancas. Em fevereiro de 2007, a estrada estava semi-bloqueada por uma erosão que devorou metade da pista na entrada, mas conseguimos entrar mesmo assim e pegamos o por-do-sol nessa praia, que nem consta no mapa. O local é muito bonito, pena que um pouco poluído por garrafas de plástico que vão se acumulando. A Viviane fez a festa na coleta de conchas e pedrinhas brancas: trouxemos duas sacolas cheias pra casa.

Praia de conchinas, deserta

Praia de conchinas, deserta

A caminho da praia de conchinas, região deserta

A caminho da praia de conchinas, região deserta

Hotéis, Restaurantes e Cassinos

Há vários hoteis de luxo e alguns cassinos. O cassino que visitamos e que parece ser o mais completo é o do Hotel Hilton, em Porlamar. Como bons e sortudos jogadores-pobres, gastamos Bs 15.000,00 (algo como R$ 10,00) e saímos de lá com Bs 38.000,00 (R$ 25,00). Ah, e aproveitamos os petiscos e show ao vivo, que são de graça. Uma pena que fotos eram proibidas no interior do cassino.

Cassino do Hotel Hilton

Cassino do Hotel Hilton

Se estiver por lá no período de alguma festividade, procure por eventos nos principais hotéis. Nós aproveitamos o Dia dos Namorados Internacional (“Valentine’s Day”, 14/fev) e fomos para um jantar romântico no Hotel Hilton. Foi nossa primeira experiência em um “restaurante chique” com cardápio francês e tudo mais. Recomendo. :-)